a ontologia em jogo
texto incompleto…
Poder-se-ia falar sobre as coisas, os objetos, as essências, e daí pensar as estruturas, as origens. A natureza doente é a natureza da paisagem. Ela é como um quebra-cabeças que esconde e manifesta uma composição completa e totalizante. Conhecê-la é reconstituir uma verdade original por trás de suas peças, por trás das manifestações de seus elementos primitivos. Em uma natureza assim, o ser está dado em todas as coisas, coisas ordenadas, dispostas por um esquadrinhamento universal.
Mas o ser está em crise, e uma ontologia dos jogos é urgente. Como uma ontologia, ela deve falar sobre o que está presente, sobre uma natureza. Ela deve ser uma ontologia da crise, uma ontologia em crise.
O que é o jogo: o que é próprio ao jogo? Qual será sua estrutura, sua forma íntima? Que jogos há em uma ontologia dos jogos? Afinal, se o jogo é algo, não deveria ele ser, como tal, um ente do mundo, ou um tipo de ente, ou a sua essência… ou ao menos um nome para os entes do mundo, uma forma de apresentá-los? Se o ente é aquilo que é próprio à ontologia-do-ente, não seria o jogo próprio à ontologia-do-jogo?
Pode-se dizer que o jogo é o que é próprio àquilo que é, pois ser é estar em jogo, mas isso seria trair o seu sentido crucial, a sua crise própria. O jogo é a anti-propriedade por excelência, é o contra-ser, é o estar em crise. Estar em jogo é ser impróprio.